ou como eu chorei com um alien de pedra
disclaimer: eu não costumo chorar em filmes, sou bem anestesiada – acho que se eu chorei com três filmes, foi muito. este filme é o quarto.
“Devoradores de Estrelas” (Phil Lord e Christopher Miller, 2026) é um excelente filme de ficção científica que merece ser visto na melhor tela, com o melhor som, e a melhor pipoca. é um filme da Amazon, então provavelmente vai parar no Prime Video em breve, mas não espere até chegar lá – veja logo e agora.

aliás, para quem gosta de “Perdido em Marte”, que é um sci-fi com pé na realidade, divertida, com música pop e humor mais esperto, “Devoradores de Estrelas” tem a mesma vibe – até porque os dois filmes são baseados em livros do mesmo autor.
o filme é a história de um professor de ciências, Ryland Grace (Gosling), que é convocado para participar de uma pesquisa junto a outros cientistas, porque aparentemente o Sol está sendo comido por uma bactéria, e há uma estrela no universo que não está sendo comida por essa bactéria – assim, é necessário saber porque essa estrela é a exceção.
o filme se divide em dois momentos: o primeiro, em que o professor aparece em uma nave, sozinho no espaço, sem entender porque ele foi parar ali; e o passado, com a pesquisa, as descobertas; e assim como prof. Grace, nós precisamos descobrir como ele foi parar naquela nave.
mas não é só isso: no espaço, ele acaba conhecendo um alien de pedra, e o chama de Rocky. como eles não têm a mesma linguagem, os dois desenvolvem um sistema de linguagem (momento FODA do filme) para conversarem, e Grace descobre que o planeta de Rocky está sofrendo o mesmo que a Terra, e os dois se unem para encontrar a solução para os sóis que iluminam o planeta de cada um.
observação: Rocky é um personagem maravilhoso – eu amei aquele alien fofo e nunca pensei que simpatizaria tanto com ele! eu chorei com ele!
o filme, tecnicamente, é belíssimo: os usos de câmera girando para representar a falta de gravidade na nave; os efeitos visuais que são uma festa para os olhos (o espaço é real, vivo, palpável); e a trilha sonora sai um pouco das obviedades grandiloquentes de filme de ficção científica. apenas duas coisas me incomodaram um pouco, mas não o suficiente para dizer que o filme é ruim: as idas e vindas na narrativa, de passado e presente, algumas vezes não são tão fluidas; tanto que em momentos mais emocionantes, um corte para outro ponto da história é tão brusco que parece não querer que o espectador lide com as emoções que ele mesmo promove no filme. além disso, “Devoradores de Estrelas” padece do “final duplo”: quando você pensa que o filme acabou, ele te diz “nananinanão, ainda falta!”, o que, se fosse melhor trabalhado, não me passaria essa sensação.
me parece um equívoco mesmo de roteiro ou de edição. mas de novo, não afeta a experiência, nem o quão legal é o filme. é um bom exemplo também de um filme que tenta falar com um público mais abrangente, adulto até, proporcionando uma experiência de CINEMA; quando há muito tempo filmes mais “adultos” estão sendo restritos ao streaming.
em tempo: eu estive em uma sessão lotada às 20h30 de uma sexta-feira.
ah sim, e RYAN GOSLING É UM ASTRO! como é bom ver um ator preenchendo a tela da forma como ele faz. os olhos e expressões dele dizem tudo.
em resumo, assistam a “Devoradores de Estrelas”… e levem seus lencinhos…



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