algumas palavrinhas antes da eleição
eu sou escritora de romances românticos onde a mulher negra ocupa papel central e tridimensional. romances que, em sua maioria, se passam na Bahia.
escrevo romances em que têm sim referências a questões sociais – racismo, machismo, conflitos de classe, erros judiciais – próximos ou no entorno das histórias de amor.sou uma mulher negra, nordestina, agnóstica, faço parte da comunidade LGBTQIAPN+ (sou aroace e sim, escrevo romances) e quem me lê, quem percebe pelos diálogos, pelas discussões, pelo que é dito (ou não dito) pelos personagens, entende perfeitamente em que lado do percurso me encontro. que Brasil eu defendo.
um Brasil soberano, democrático, que busque a redução da desigualdade, tolerante com todas as religiões – e quem não tem religião – respeitoso com as diferenças que nos tornam únicos, que não é quintal de ninguém, que não tem vergonha da própria cultura, que tem orgulho real de ser brasileiro (sabendo que o país tem problemas e ansiando que sejam resolvidos) – não essa performance com a bandeira verde e amarela, para depois bater continência para a bandeira gringa.
este país que eu defendo está em risco, e dia 04/10 eu vou às urnas como milhões de brasileiros para fazer valer o desejo por esse Brasil tolerante e soberano.
a ditadura militar acabou há mais de 40 anos. mas os efeitos desse período tenebroso ainda se fazem sentir. já passou da hora de enterrar a sanha por um regime de exceção vinda de parte de um estrato da sociedade. não podemos retroceder.
remake, só de novela ruim.
por isso, dia 04/10, eu voto 13 ⭐️



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