dedicado a quem não está em São Paulo para a bienal do livro e não quer viver o FOMO

eu percebi que uma galera na minha timeline ou que eu vejo no feed do Instagram está na Bienal do Livro de São Paulo, que acontece de 4 a 13/09; e como eu moro em Salvador – e aqui já teve Bienal, eu me diverti bastante – seria mais complicado fazer essa viagem para a Bienal de SP (até porque eu não tô de férias).
aí fiquei pensando em como fazer parte dessa movimentação toda a milhares de quilômetros daqui… e daí surgiu o que eu chamo de BIENAL FORA DO RADAR. basicamente, vídeos e textos aqui no blog sobre literatura, sobre processo criativo, vender meus livros (ou seja, aquele clima de festa literária) ou encontrar outras almas também distantes da Bienal de SP para falar sobre literatura e cultura pop no geral.
e o primeiro papo/ou rant (pense numa mesa sobre o tema) é sobre…
o que fazer com a ressaca pós-divulgação do livro?
dia 15/08, com o lançamento do físico de “Fora de Controle”, eu encerrei a era do livro, e tinha consciência de que minha prioridade mudaria – menos marketing, menos divulgação, menos falar sobre o mesmo livro 100% do tempo; e agora focar mais no que eu tô escrevendo no momento, em livros, filmes, novelas, séries, o que tá acontecendo na política (esqueça o FRACASSO do meu time)…
mas sabe a sensação de vazio sobre a ausência da divulgação? pensar se não era melhor falar sobre “Fora de Controle”, ou de outros livros que eu tenho na Amazon e no Kindle Unlimited?
provavelmente é a sensação de ansiedade batendo pela enésima vez – e por isso que eu só lanço livros duas vezes ao ano agora, após lançar sempre três. não dá pra ficar em modo marketeira o tempo todo senão a gente perde a noção da realidade, e não para um instante para se inspirar. ler, ver um filme, olhar as pessoas na rua, ouvir fofoca na praça… que talvez seja a maior inspiração para escrever. acompanhar as demonstrações da natureza humana presencialmente.
mas algumas vezes eu me vejo olhando as estatísticas da Amazon, me perguntando “se eu fizesse uns três posts no Tik Tok”…
é óbvio que essa é uma perspectiva banhada em privilégio. eu tenho um emprego CLT, então as necessidades financeiras são distintas. enquanto eu posso me dar esse respiro, infelizmente, muitas pessoas que conheço não podem parar para respirar, porque precisam vender, precisam mostrar seu trabalho, precisam sobreviver da escrita, precisam olhar para as estatísticas da Amazon porque virou um monopólio.
se eu tenho soluções?
boa pergunta, ainda estou pensando haha mas acho que este texto é uma forma de publicidade indireta. ao mesmo tempo, quero descansar, mas estou escrevendo dois livros ao mesmo tempo e buscando leitora sensível para o próximo lançamento. não dá para a gente parar, nem mesmo com a vantagem da carteira assinada.
(é por isso que eu tô avaliando alternativas, novas possibilidades de venda, para além do famoso monopólio, com a LOJINHA DUAS TINTAS, onde dá pra comprar meu livro, “A Fera do Norte”, EM FORMATO EBOOK, diretamente comigo.)
agora respira, marina
e vocês, pessoas que escrevem? como lidam com a ressaca do pós-lançamento, do pós-fim de era?



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