a escolha foi por um sorteio randômico na net

uma das coisas que eu sempre curti fazer desde a encarnação antiga do Duas Tintas eram as retrospectivas do Grammy – análises de premiações antigas, histórico de categorias, essas coisas. aí eu decidi retomar esse formato, mas como são várias categorias no Grammy (algumas delas que nem existem mais) decidi selecionar por sorteio randômico nesses sites que sorteiam números aleatórios na internet.
caímos então na categoria (extinta) de Melhor Colaboração Pop com Vocais (é uma versão de “Melhor Performance Pop Duo/Grupo” onde os indicados seriam apenas duetos), referente ao distante ano de 1995.
hora de conhecer os indicados…

https://en.wikipedia.org/wiki/Grammy_Award_for_Best_Pop_Collaboration_with_Vocals.
importante registrar que 1. essa categoria teve início em 1995; 2. os premiados não necessariamente precisavam ser sucessos; e 3. os duetos não seriam necessariamente de artistas que costumavam cantar juntos.
agora, uma opinião sincera sobre os indicados
confissão: eu tive CERTEZA, quando ouvi essa música pela primeira vez, de que “Funny How Time Slips Away” era regravação, grita “atualização anos 90 de música velha” ( e BREAKING NEWS EU ACERTEI IADAIHDAHDHAI é uma regravação de uma música country dos anos 60). o dueto entre Lyle Lovett e Al Green era parte de um álbum de duetos entre vários cantores de R&B e artistas country.
Já “All For Love” (Bryan Adams, Rod Stewart e Sting) era trilha sonora do filme “Os três Mosqueteiros” e achei a música bem chata, em especial porque, para uma power ballad, achei bem pressão baixa. e as vozes dos três artistas, em dado momento, pareciam a mesma pessoa. – cadê a colaboração
“Moonglow” (live) (Tony Bennett e k.d. lang) não faz necessariamente a minha linha, mas até achei simpática. curiosamente, achei que tinha cara de vencedora da categoria. além disso, o álbum do Tony Bennett onde se encontra esse dueto (O MTV: Unplugged do ícone) ganhou Álbum do Ano, então uma vitória de “Moonglow” faria bastante sentido para mim.
desse grupo, minha favorita pessoal é “Wild Night” (John Mellencamp e Me’shell Ndegeocello) – que música FOFA, amei a vibe pop/rock romcom anos 90 (e a proposta aqui de dueto com artistas muito diferentes entre si faz sentido demais). Aliás, é outra regravação, que chegou ao terceiro lugar na Billboard em 1994. (será que não levou por não ter sido flop? mistérios)
minha outra favorita, só que menos que ” Wild Night”, é essa regravação de “Endless Love” (Luther Vandross e Mariah Carey) (agora notei o excesso de regravações nessa categoria) – eu estava a um passo de falar mds é idêntico ao original por que refazer, mas Luther Vandross CALOU MINHA BOCA no primeiro verso, além de ouvir Mariah Carey com os vocais cristalinos. grande single (também foi um hit massivo na época, chegando à segunda posição na Billboard Hot 100), mas só não é meu favorito de todos por conta desse arranjo anos 90 que… enfim. eu prefiro nesse caso o arranjo mais onírico e elusivo do original com Lionel/Diana.
(além disso, pensando na proposta da categoria, que é unir artistas muito diferentes entre si, Mariah e Luther são grandes vozes, ele ligado ao soul/R&B e ela também influenciada por esses dois gêneros. particularmente, acho que estão próximos. só se na época -1994 – a indústria ainda via Mariah Carey somente como uma cantora pop)
O vencedor nessa categoria foi “Funny How Time Slips Away” (choices) e eu particularmente só imagino que o motivo tenha sido o fato de fazer parte de um álbum com versões de músicas country. eu super seria a favor de “Wild Night” como vencedora, e pensando estrategicamente, Tony Bennett não levar essa, considerando que o álbum dele levou Álbum do Ano… bem, o Grammy tem dessas coisas.
mas, o que a gente pode levar dessa categoria?
por um lado, é até insano pensar em um período em que o Grammy cagava se os indicados de uma categoria pop eram flop ou não (e olha que a extensão no General Field de cinco para oito indicados é uma forma de estender as possibilidades para quem tá fora do mundinho pop charts; mas mesmo assim, o radar da premiação ainda olha muito para o top 10 e as trends), também dando atenção especial aos artistas com mais tempo de carreira, artistas de legado; mas ao mesmo tempo, eu entendo a categoria, ao ser inserida no combo que gerou a categoria de Pop Duo/Grupo, ter sua raison d’être simplesmente desaparecer. apenas veja quem são os indicados a partir de 2012, os vencedores.
os charts venceram, mas também o espaço para esse pop menos interessado na juventude meio que foi de arrasta. o pop é obcecado por juventude, e acts de “pop adulto” desapareceram junto. pensando friamente, talvez o último grande fenômeno pop que conversa com “adulto” é, sei lá, Adele? mas ela já o fazia quando adolescente na época do “19”, então…
discussões a serem feitas.
depois me conte nos comentários sobre algum artista pop atual que tem seu público-alvo adultos (basicamente pessoas +30) e faz sucesso assim



Deixe um comentário